sexta-feira, 13 de julho de 2012

Educação a Distância: possibilidades e limites


No Brasil a história da Educação a Distância incia-se em 1904: escolas intenacionais, que eram instituições privadas, ofereciam cursos pagos, por correnspondência; 1922 – Rádio Sociedade do Rio de Janeiro: plano de formação educacional através da radiodifusão; 1941- Instituto Universal Brasileiro, curso por correspondência; Década de 70: Fundação Roberto Marinho- programa de educação supletiva a distância (TELECURSO); 1994: expansão da internet no âmbito universitário; E-learning. O espaço virtual, como modalidade ao processo ensino-aprendizagem, tem se consolidado nos últimos anos. Aumentando os cursos de curta duração, graduação e pós-graduação.
Dentro das possibilidades o ensino a distância ou e-lerning propicia e amplia o treinamento, o aluno aprende de acordo com seu próprio ritmo, seu interesse e motivação. Ocorrendo de duas formas; unidirecional e bilateral. Atendendo ao perfil dos “aprendentes” que buscam educação permanente (por toda a vida) e remota (nas mais longínquas regiões); querem cursos flexíveis – tempo de curso, espaço de aprendizagem e assistência ao aluno; buscam novos espaços de aprendizagem (podem estar juntos fisicamente ou interligados por TIC como AVAs, videoconferências, webconferências, blogs, comunidades virtuais, wikis); estão mais focados em ter a “competência em...” do que “concluir o...”; precisam se hábeis em selecionar a informação certa no momento correto, sabendo descartá-la ou utilizá-la em novas situações; precisam aprender a aprender (autoaprendizado); ser multicompetentes, fazer trocas comunicativas significativas e compartilhar conhecimento.
Pensando em seus limites, uma instituição provedora de Educação a Distância deve descontruir o conceito instituído pela educação tradicional; os preconceitos sociais e construir o pensamento voltado para a sociedade da informação e do conhecimento, acompanhando as demandas dos estudantes. Considerando que não existe modelos ideais e sim modelos mais adequados para determinado público e para alcançar determinados objetivos educacionais e que o melhor modelo respeita o momento de aprendizagem do aluno, lhe possibilita transitar entre diferentes modalidades (presencial, a distância ou misto) e favorecer espaços formais e informais de aprendizagem.
As características dos materiais didáticos devem ser claros, ágeis e leves, visualmente atraentes, construídos a partir da realidade público-alvo, linguagem acessível e capaz de considerar as diferenças regionais, padronização no estilo, diversificados, de fácil manuseio, de rápida atualização, motivadores, com aspectos lúdicos, jogos e desafios, integrados e complementares e capazes de promover a participação ativa (com dinâmicas e estudo de caso).
Mostrar, sobretudo, a utilizar estas novas aquisições não só para o desenvolvimento pessoal, como também para o coletivo, ou seja, Educação a distância a serviço do bem comum, orientada para a formação humana para a inclusão de todos ao acesso dos bens culturais e ao conhecimento, está, assim, a serviço da diversidade e da equidade. Numa sociedade altamente competitiva, pequenos detalhes são responsáveis por sucesso e fracasso. A palavra-chave dessa nova era é inovação e mudança.

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